{"id":2095,"date":"2019-06-03T14:13:34","date_gmt":"2019-06-03T14:13:34","guid":{"rendered":"http:\/\/textocon.com\/wp\/?p=2095"},"modified":"2019-06-03T14:18:33","modified_gmt":"2019-06-03T14:18:33","slug":"sintonia-fina-entre-emissor-e-receptor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/textocon.com\/?p=2095","title":{"rendered":"Sintonia fina entre emissor e receptor (*)"},"content":{"rendered":"<p>Diante do farto volume de signos e s\u00edmbolos que v\u00eam sendo incorporados ao jarg\u00e3o corporativo,<br \/>\nem plena era da transforma\u00e7\u00e3o digital, parece oportuno refletir sobre essa esp\u00e9cie de c\u00f3digo<br \/>\nlingu\u00edstico frente \u00e0 raz\u00e3o de ser da comunica\u00e7\u00e3o. Levar uma mensagem a Garcia?<\/p>\n<p>S\u00f3 para exemplificar, tornou-se recorrente, em determinados campos da atividade profissional,<br \/>\nparticularmente RH e marketing, cultuar um habitus eivado de significados, de conhecimento \u00e0s<br \/>\nvezes restrito e at\u00e9 difuso. Entre esses, destacam-se conte\u00fados sintetizados em palavras como<br \/>\nprop\u00f3sito, conex\u00e3o, inspira\u00e7\u00e3o, intera\u00e7\u00e3o, compartilhamento etc., sem falar nos estrangeirismos.<\/p>\n<p>A linguagem, como todos n\u00f3s sabemos, \u00e9 tamb\u00e9m um fen\u00f4meno sociocultural.<br \/>\nConsequentemente, reflete a din\u00e2mica, as inquieta\u00e7\u00f5es e as ideologias que estruturam o discurso<br \/>\ne as pr\u00e1ticas relacionais, inclusive o falar no interior das organiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Dito isso, seguindo tend\u00eancias da sociedade de consumo, observa-se que alguns voc\u00e1bulos que em<br \/>\ndeterminados momentos mantiveram status privilegiado no l\u00e9xico corporativo, com o passar do<br \/>\ntempo, foram relativizados ou ca\u00edram em desuso. Basta relembrar de palavras como qualidade,<br \/>\nreengenharia, mandat\u00f3rio etc., que antes eram in e agora s\u00e3o off.<\/p>\n<p>Talvez por n\u00e3o ter o charme de idiomas mais globalizados, nossa rica l\u00edngua portuguesa e de<br \/>\nMachado de Assis, acaba sendo vilipendiada e empobrecida, tanto no falar como na escrita<br \/>\ninstitucional. Claro que por tr\u00e1s do que se poderia classificar como descalabro cognitivo existe o<br \/>\ndesconhecimento stricto sensu da nossa \u201c\u00daltima flor do L\u00e1cio\u201d, assim referida pelo poeta Olavo<br \/>\nBilac, com todos seus encantos.<\/p>\n<p>Vale dizer, ignoram-se as mais comezinhas ferramentas que estruturam sua morfologia, tais como<br \/>\no uso correto de verbos, sujeito, objeto, pronomes, concord\u00e2ncia etc. <\/br><\/p>\n<p>Mas voltando ao ponto de partida ou \u201c\u00e0 vaca fria\u201d, para os que cultuam o uso de met\u00e1foras do<br \/>\nsenso comum, a pergunta que n\u00e3o quer calar \u00e9 a seguinte: ser\u00e1 que a assertividade da<br \/>\ncomunica\u00e7\u00e3o est\u00e1 de fato garantida, quando as narrativas de perfil corporativo privilegiam c\u00f3digos<br \/>\nlingu\u00edsticos \u201cfechados\u201d, sociologicamente falando?<\/br><\/p>\n<p>A teoria e as boas pr\u00e1ticas de comunica\u00e7\u00e3o pressup\u00f5em que quem estiver na posi\u00e7\u00e3o de<br \/>\ndecodificador deve faz\u00ea-lo tamb\u00e9m com efici\u00eancia. Em outras palavras, o receptor precisa<br \/>\napreender o que foi comunicado pelo emissor.<\/br><\/p>\n<p>Para ser claro, eis aqui o prop\u00f3sito desse post: garantir a efic\u00e1cia da comunica\u00e7\u00e3o corporativa e<br \/>\num m\u00ednimo de reconhecimento e apre\u00e7o pelo vern\u00e1culo. Por fim, \u00e9 bom que as lideran\u00e7as e,<br \/>\nprincipalmente os que julgam ter o dom da palavra, se conscientizem de que as profecias nem<br \/>\nsempre se concretizam.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, ser prolixo quase nunca traduz eficazmente o sentido do que se pretende verbalizar. E, n\u00e3o<br \/>\nraro, at\u00e9 enfatiza o n\u00e3o dito, desviando o real significado da mensagem apresentada.<\/p>\n<p><strong>Por Maroni J. Silva, s\u00f3cio-diretor da Textocon<br \/>\n<\/strong><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-2096\" src=\"https:\/\/textocon.com\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/linguagens.jpg\" alt=\"linguagens\" width=\"500\" height=\"419\" srcset=\"https:\/\/textocon.com\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/linguagens.jpg 500w, https:\/\/textocon.com\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/linguagens-300x251.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Diante do farto volume de signos e s\u00edmbolos que v\u00eam sendo incorporados ao jarg\u00e3o corporativo, em plena era da transforma\u00e7\u00e3o digital, parece oportuno refletir sobre essa esp\u00e9cie de c\u00f3digo lingu\u00edstico frente \u00e0 raz\u00e3o de ser da comunica\u00e7\u00e3o. Levar uma mensagem a Garcia? 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